Severino Ngoenha é filósofo, pai da filosofia em Moçambique e director da escola doutoral.

Sobre

Severino Ngoenha e o filósofo mais influente nos países africanos de língua oficial portuguesa é um dos mais brilhantes de toda a Africa.
Publicou muitos livros de referência que incluem política, filosofia africana, ecologia, arte. A sua actividade intelectual incluem a gestão de uma universidade (reitor da universidade técnica de Moçambique), uma profunda intervenção pública nos jornais, rádios e televisão. Anima uma atelier de filosofia e um de arte (dialogarte). Intervém em programas de pós graduação (mestrados e doutoramentos e muitas universidades moçambicana e estrangeiros. Os seus trabalhos são referência para trabalhos de mestrados e doutoramentos e foram lhe consagrados livros, artigos científicos em revistas e dicionários.

Livros

LOMUKU

O ultimo livro do filosofo moçambicano e um dos maiores filosofos africanos e comtemporaneos intitula-se: Lomuku, desmame. - "O Centro de Integridade Publica, inscreve a sua acção no âmbito da sociedade civil, o que levanta de chofre dois problemas de grande pertinência para o debate filosófico contemporâneo: o significado da sociedade civil e a legitimidade epistémica da aplicação deste conceito fora do contexto político e filosófico que o viu nascer. Em segundo lugar leva-nos à questão da justiça, porque afinal de contas, o que se esconde, efectivamente, por detrás da questão da integridade pública, leitmotiv do CIP, é o viver-juntos (Mit-sein)."

MANIFESTO: POR UMA TERCEIRA VIA

1. Um “espectro de desolação e de dissolução" paira sobre Moçambique. Depois da horrível guerra de dezasseis anos, das abomináveis dividas ocultas, eis que somos assolados pela tragédia do ciclones IDAI e Keneth. Todavia, a principal fonte dos nossos dissabores é humano; ético, político e social. 2. Depois de uma Primeira via (República) marcada pela busca da justiça social mas com pouca liberdade, hoje trilhamos uma Segunda, contra destinta por uma maior liberdade mas sem justiça (social). Diante deste paradoxo, ocorre que busquemos uma Terceira Via que reconcilie a busca da justiça da Primeira e a liberdade da Segunda. 3.Uma Terceira Via precisa de ser pensada a partir dos alicerces da nossa historicidade...

Podcasts

A democracia precisa de leis justas e instituições fortes

Maquiavel, um dos pais da ciência ia política moderna, defendia que os povos governam-se com leis justas e instituições fortes. Leis justas são aquelas que contemplam os interesses de todos, dos ricos e poderosos mas também dos pobres e fracos . Esta verdade é ainda mais verdadeira hoje. Porém a política Modena mostrou quão é importante a existência de instituições fortes, capaZes de contrabalançar reciprocamente os poderes e garantir a justiça das leis. Instituições credíveis aos olhos do todos, não promiscuías, para que ninguém se sinta nem obrigado nem autorizado a recorrer à violência para fazer valer os seus direitos ou mesmo reivindicações.

Des-sacanizar Moçambique - Das divisões eleitorais a unidade de pensamento e de ação

Neste episódio Severino Ngoenha fala da urgência de recozermos as fragmentações e divisões eleitorais.

Atelier filosófico #2

Existem razões objetivas para ir votar nas eleições de outubro, apesar da aparente indemocracidade do processo: O que o país já conquistou em termos de democracia e o caminho a percorrer para que ela progrida.

Atelier filosófico #1

Existem razões objetivas para ir votar nas eleições de outubro, apesar da aparente indemocracidade do processo: O que o país já conquistou em termos de democracia e o caminho a percorrer para que ela progrida.

Manifesto da terceira via: ponto 8

A terceira via deverá ser um esforço de construir uma socialização política e institucional, que equacione a justiça social da primeira via é as liberdades da segunda.

Manifesto da terceira via: ponto 7

A segunda via, consubstanciadas pela constituição de 1990, enveredou pelo caminho do liberalismo, o que abriu espaço a uma participação mais activa de diferentes actores políticos e econômicos na vida social. Todavia, este incremento de liberdades se fez em detrimento da justiça (política, econômica e social).

Manifesto da terceira via: ponto 6

A via socialista, da república popular de Moçambique, apesar de pecar por um certo déficit de liberdades políticas e econômicas, era norteada por valores de unidade, trabalho, mas sobretudo por uma preocupação de igualdade e justiça sociais.

Manifesto da terceira via: ponto 5

Com a independência, criou-se a primeira oportunidade histórica para estabelecermos um pacto de “viver juntos” , como cidadãos mocambicanos, por cima de pertenças particulares, de natureza étnica, racial, religiosa ou cultural.

Manifesto da terceira via: ponto 4

Neste episódio falo do ponto 4 do manifesto: Apesar de estar na origem da nossa unidade territorial, o colonialismo não é pertinente na busca de uma terceira via pois negava a nossa cidadania.

Manifesto da terceira via: ponto 3

Neste episódio falo do ponto 3 do manifesto: Pensar a terceira via a partir da nossa historicidade axiológica e institucional.

Manifesto da terceira via: ponto 2

Neste episódio falo do ponto 1 do manifesto: o espetro de desolação e de desilusão

Manifesto da terceira via: ponto 1

Depois de uma primeira caracterizada pela busca da justiça social mas com poucas liberdades e uma segunda com liberdades sem justiça, ocorre que busquemos uma terceira em que se equacionem a justiça da primeira e as liberdades da segunda.

Artigos

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